segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Um sonho...

Nossa história se passa em um reino distante, repleto de conflitos, traições e ratos.
Um príncipe muito invejado, cheio de inimigos e com uma bela barba ruiva governava este reino enquando seu pai caçava babuínos e coçava as costas.
Numa estratégia para expandir seu poder, o príncipe e o Rei concordaram em pedir a mão da filha de um rei vizinho em casamento. Esta seria, talvez, a última forma de tantar apaziguar o seu Reino e livra-los dos ladões, assassinos e principalmente dos ratos.
O Rei do reino vizinho concordou com a proposta, e a princesa foi enviada para o reino do nosso príncipe para conhecer seu futuro marido e para ajudar a organizar o casamento.
Para surpresa do príncipe, a moça era de esplendorosa beleza, presença encantadora e de um cheiro muito bom, não demoraram duas semanas inteiras e ambos já estavam perdidamente apaixonados.
Acontece que havia uma lenda, uma lenda sobre uma Prata que vinha das minas Isidor, só um infortunado homem em todo o mundo havia chegado a essa mina e pego um pouco de sua Prata.
Com ela forjou duas peças, ninguém soube necessariamente que forma tiveram nem se ao longo dos anos elas ganharam outra forma. Ficou com uma das peças e presenteou a sua amada com a outra. Um dia, pego em uma emboscada foi mortamente ferido, mortamente no sentido literal da palavra, mas por uma grande ironia do destino e da lógica nem uma Flecha do Magos no coração explodiu sua vida. (As Flechas dos Magos explodem quando se aproximam de uma superficie sólida). O homem se jugou o mais sortudo dos homens e prosseguiu sua viagem radiante. Chegando na cidade de sua amada, o homem se matou. Descobriu que sua amada havia morrido, sem nenhuma causa explicável, seu peito simplesmente havia se aberto.
Só um homem em toda a cidade acreditava nessa lenda, e este homem era o conselheiro do príncipe, amigo infiel e invejoso. Quando avistou a princesa algum monstro subiu a sua cabeça e começou a datilografar o pior plano maléfico já pensado em toda a Terra. Ele tinha pouco tempo até o casamento, mas com sua astúcia trilhou todo o caminho das peças de Prata. Muitos homens viam presentiando seus inimigos, ou amigos com àquelas peças, não foi difícil achá-las, pois histórias de mortes misteriosas rondavam por toda a parte.
Um dia, sugeriu sutilmente a um nobre que presenteasse o príncipe com dois lindos anéis de prata e lhe vendeu por um preço desprezível.
Uma fiel criada e amiga do príncipe ouviu falar sobre algumas mortes misteriosas relacionados a alguns presentes geralmente feitos de uma linda prata. Comentou isso com o príncipe em uma conversa que tiveram e viu que ele ficou muito preocupado. Tirou um anel do dedo e correu para o quarto da princesa, acompanhado da sua criada, quando lá chegaram pediu a criada que repetisse a sua história e pegou o anel que havia entregue a princesa.
O príncipe, um pouco desconfiado ainda, procurou informações na sua biblioteca, mas não as encontrou. Foi então que chamou um Mago do local e lhe indagou sobre os anéis. O Mago contou a lenda, e vendo os anéis surpreendeu-se. Acontece que aquela prata era diferente das outras, tinha um quê de pureza e um quê de sedução. Eram elas as peças feitas com a Prata de Isidor.
-Quem lhe deu estes anéis, tem sua vida dentro do seu próprio corpo agora
-O que isto quer dizer?
-Que ele não pode morrer! Se ele for mortalmente ferido quem morre é você! A não ser...
-A não ser o quê? - disse o príncipe quase adivinhando a resposta
-A não ser que você tenha dado este presente a alguém
- Eu dei! Mas eram dois anéis, o que isso significa agora minha vida e da princesa está dividida entre nós?
- Não! Quem lhe deu este presente devia esperar isso, mas ele não deve saber que cada anel tem poder separado.
-Como assim?
-Quer dizer que você morre se quem lhe deu isto for muito ferido, e se acontecer de você ser gravemente ferido antes desta pessoa, quem morre é a princesa.
- O que eu posso fazer então?
-Dê o outro anel a princesa e diga-lhe para dar a um inimigo
- Eu não posso fazer isso! Não há outra forma?
- Há sim...Dê o anel a princesa e diga-lhe para dar o dela, assim o feitiço se anula!
O principe e a princesa combinaram de fazer isso no outro dia, exatamente o dia do seu casamento. Pediram a criada que colocasse os anéis em uma bandeja e levasse para o altar. O conselheiro percebendo que seu plano não estava tão certo pediu a um garoto que trabalhava no castelo para trocar os anéis da bandeja por dois que ele havia lhe entregue, como a prata não era igual pagou a um outro mago para que colocasse um feitiço de confusão. O menino procurou a bandeja por toda parte e a encontrou somente quando a criada já se dirigia ao altar. Aproveitou o movimento da mutidão para jogar os falsos anéis na bandeja, mas quando lebembrou de pegar os verdadeiros não conseguia mais dizer quais eram. Saiu correndo antes que a criada notasse sua presença, pois ela ainda lutava contra a maré de pessoas.
Quando ela chegou ao altar e olhou para a bandeja, ficou horrorizada ao descobrir que haviam 4. tentou avisar ao príncipe e a princesa, mas eles não ouviram. Deixou a bandeja numa mesa e tentou mais uma vez avisá-los. Então o conselheiro chegou e vendo os quatro anéis vibrou de raiva. Tentou distinguir os verdadeiros e descobriu que três anéis emitiam o mesmo brilho de um lado, pegou os três, guardou no bolso e correu, pois já ouvia os passos da criada.
A criada pegou o anel restante e desesperada saiu a procura do Príncipe, este estava em um quarto com a princesa muito relaxado.
Ela insistiu para que ele guardasse o anel, pois suspeitava que alguém estivesse tramando alguma coisa contra ele.
Desceu as escadas e encontrou a multidão em pânico, pois o castelo estava sendo atacado.
Capturaram a criada e a interrogaram sobre o lugar onde o príncipe estava, ela disse que não sabia, conseguiu se soltar e saiu correndo, o inimigo preparou seu arco e atirou um Flecha dos Megos na criada. Ela caiu e nesse momento deu um grito de desespero!
Não estava morta, mas tinha acabado de matar seu único filho.

5 comentários:

Enzo disse...

voce escreveu sozinha isso?
caramba

Enzo disse...

caramba e que sonho ein?

pior que nao li essa serie...
alias nunca vi essa serie por ae
curto muito os livros do stephen king

vc tem orkut ou msn pra gente se comunicar?

gato de Schrödinger disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
gato de Schrödinger disse...

Bom, pelo visto, acho que tu tá gostando de Terry Pratchett, né mesmo?

Gostei bastante da tua narrativa e do teor irônico alá autor-famoso-recém-citado, muito bacana. Achei essa história dos anéis um pouco confusa, sei lá, talvez se tu desse uma arumada na tua explicação fosse ficar mais "entendível". Minha opinião.

No mais, expectativa: terá continuação?

Beijo.

Júnior Borges (ou Borges Júnior) disse...

Quanta coisa! Mas eu gostei mesmo foi da parte em que o cara pagou o mago. Nunca tinha parado pra pensar como os magos ganhavam a vida...

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